
Nesta última segunda feira o amante de futebol presenciou cenas lamentáveis de manifestação na frente da sede do Palmeiras, durante a reapresentação do clube para a temporada de 2009.
Não quero dissertar sobre o conteúdo da manifestação e muito menos o momento em que ela foi criada. Isso fica para nossos adversários resolverem. O que eu queria falar neste texto é que, muito antes de se divertir com a calamitosa situação, devemos nos lembrar que isso também já aconteceu em um passado recente do nosso próprio clube.
Você jovem internauta tricolor, que está na casa dos 15 a 18 anos, provavelmente não deve se lembrar com muita propriedade do período de baderna que existia na política de nosso clube, que resultava em elencos fracos e sem comprometimento com a história de títulos do São Paulo. Mas quem tem mais idade certamente vai se lembrar dessa época muito parecida com a época atual de alguns times brasileiros.
Após o bicampeonato mundial e com a desestruturação da chapa vigente na época e do elenco vencedor de Telê Santana, o tricolor enfrentou uma situação muito parecida com a que os palmeirenses enfrentam nos dias de hoje. Brigas políticas, desvio de foco vencedor e descaso com o propósito futebolístico do clube eram a tônica do Maior do Mundo entre 95 e o início dos anos 2000.
Nossos comandantes na época eram ilustres são-paulinos, tão ou mais torcedores que qualquer um de nós, mas não eram acostumados com o ramo. Eram épocas que, mesmo que a gente não quisesse, éramos reféns de uma estrutura quase amadora de administração que culminou em times medíocres e em uma quase deprecisção de nosso maior patrimônio, o Morumbi. Não tínhamos o foco nas conquistas como o São Paulo tem hoje.
A invasão no CT com pipocas e a organizada se vestindo de amarelo e vaiando o próprio time num classico contra o próprio Palmeiras foram apenas a ponta do iceberg da confusão estrutural que o São paulo estava metido.
É por isso que nós são-paulinos, ilustres diretores ou meros torcedores, devemos sempre nos fiscalizar para cuidarmos sempre do nosso time. Cada um tem o seu papel. O torcedor, além de torcer (claro) precisa fiscalizar de uma maneira saudável os passos do clube e o diretor precisa tomar todo o cuidado necessário para que se mantenha a direção vencedora do São Paulo. É bom saber que, antes de se pensar em gastar fortunas em jogadores consagrados, é melhor nós consagrarmos os jogadores com o nosso plano de trabalho. Que antes de nos revoltarmos com qualquer incidente de percurso, voltemos uns anos para trás para vermos que incidentes acontecem, mas que se a direção é a certa, esses erros serão cada vez menos frequentes.
A harmonia e a união diretor-torcedor, desde que com critérios e razões, é sempre o equilíbrio do clube.
TRICOLOR: SABENDO CUIDAR, TÍTULO NÃO VAI FALTAR!
PS: A foto não tem nada a ver com o conteúdo do post. É John Deacon, baixista do Queen na sua primeira visita ao Brasil, no show do Morumbi. Ele foi um dos precurssores da mania de alguns artistas de tocarem com camisas de clubes de futebol. O manto sagrado caiu muito bem!


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